Trabalho
Ferramentas em uso, não apresentações.
Um diagnóstico que só produz um relatório é meio trabalho. Estas são coisas que ficaram a funcionar em empresas portuguesas, e uma delas é usada todos os dias.
Reconciliação de stock a partir do ficheiro que já existia
O problema
A conferência de armazém desta loja online de cosmética era feita a partir de uma folha de Excel exportada do sistema, comparada à mão com o que estava nas prateleiras. Demorava, e os erros só apareciam no inventário seguinte.
Corre inteiramente no browser: o ficheiro de stock nunca é enviado para lado nenhum, não há conta para criar e não fica nada guardado. Foi o que permitiu que passasse a ser usado sem ter de envolver a informática de ninguém.
O que ficou a funcionar
- Leitura do ficheiro Excel tal como sai do sistema deles, sem alterar nada
- Agrupamento por SKU e data de validade, com as divergências destacadas
- Vista por localização e caixa, para conferir na ordem em que se anda no armazém
- Códigos de barras gerados no ecrã, para não haver etiquetas a imprimir
Catálogo próprio, fora do WooCommerce, com stock do fornecedor
O problema
O catálogo vivia numa loja WooCommerce lenta e cara de manter, e as existências dependiam de ficheiros do fornecedor tratados à mão.
Está construído e testado. Não está no ar por decisão do cliente, não por faltar trabalho.
O que ficou a funcionar
- Catálogo público com pesquisa e categorias
- API própria de produtos, categorias, destaques e definições
- Importação do fornecedor com fila de processamento, para o stock não ficar desactualizado
- Painel de administração para gerir tudo sem tocar em código
Melhorias dentro do sistema que a empresa já usa
O problema
Muito software de gestão obriga a passos repetidos que não se podem alterar, porque o programa é de outra pessoa. Trocar o sistema é caro e demorado; aguentar é o que quase toda a gente faz.
É a via mais barata e mais rápida quando substituir o sistema não está em cima da mesa. E como nada sai do computador de quem usa, não levanta as questões de dados que uma integração levantaria.
O que ficou a funcionar
- Automações que correm no browser de quem trabalha, por cima do sistema existente
- Passos repetidos reduzidos a um clique, sem alterar o programa original
- Sem integração, sem acesso a bases de dados, sem cópias de dados
O passo seguinte
Primeiro mede-se. Construir só faz sentido depois de saber o que compensa.
Nenhuma destas ferramentas começou por alguém pedir uma ferramenta. Começaram por alguém reparar em quanto tempo se perdia a fazer sempre a mesma coisa.